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Desço os degraus e finalmente descanso meus pés sobre aquele chão imundo

Giovanna Lima

Desço os degraus e finalmente descanso meus pés sobre aquele chão imundo. São Paulo é minha paixão. Nada como respirar esse ar poluído, observar esse céu cinza e perambular pelas ruas, com escritos em quase todas as residências. Sampa não conquistou só a mim. Dolores Del Fuego fugiu dos 40 e poucos graus de Cuiabá e do conforto da família para viver nesse país chamado São Paulo. A capital do Mato Grosso, com um pouco mais de 500 mil habitantes, estava ficando pequena demais para as pretensões da garota, que hoje tem 21 anos. “Eu não suportava mais as mesmas pessoas, os mesmo lugares, as mesmas conversas e os mesmos preconceitos, precisava de algo maior”, ela me conta. Faço que concordo com a cabeça, mas também concordo com o coração. Sinto na pele o que ela diz. Curitiba também já me cansou. Essa obsessão com a limpeza, com a beleza e o conservadorismo forte me dão náuseas. Para mudar para São Paulo, Dolores precisou encontrar uma desculpa: fazer faculdade. Como a família não tinha condições de bancar uma universidade particular, o jeito foi estudar, e muito. Por um ano ela devorou apostilas e se dedicou a matérias que não tinha o mínimo interesse, como a matemática. “Eu sempre gostei mesmo é de português e da literatura”, explica. Depois de 12 meses, viajou para São Paulo e prestou vestibular para moda. “Eu precisei estudar muito, porque era minha única chance de sair de Cuiabá.” A recompensa chegou no dia seis de fevereiro. Como estava sem internet, não podia ver o resultado. Então ficou ansiosa, esperando qualquer ligação. De repente, o telefone tocou. Era de uma amiga que morava em Belo Horizonte dando os parabéns por estar na lista pessoas que passaram na Universidade de São Paulo. Foi um dos dias mais felizes de sua vida, junto com a comemoração, veio uma sensação de alívio. Desde a mudança, Dolores já morou em vários bairros diferentes. Já passou pelo Jabaquara, Lapa e Jardins. Também teve tipos diferentes de convivência, com meninas aleatórias indicadas pela mãe, com a tia e com uma amiga. Nenhum deu certo. Hoje mora numa kitnet no boêmio e central Santa Cecília e só precisa agüentar ela mesma. A empolgação com a faculdade já não existe. “Queria estar fazendo letras”, ela confessa. No ano passado, chegou a trancar com curso de moda e prestar vestibular novamente, dessa vez para letras. Mas não passou. Então, acabou cedendo aos pedidos da mãe, para concluir o curso que havia começado. Na vida em São Paulo, teve um contato mais profundo com a literatura. Em um dia, voltando da aula, devorou em 20 minutos o livro “Máquina de Pinball, de Clarah Averbuck. O livro fala sobre a mudança da autora para São Paulo, sobre impulsividade, álcool, drogas, sexo, música, amor e escrita. Então, numa epifania, se deu conta que era isso que queria realmente para vida: escrever. “Eu escrevia desde uns 12 anos, mas nesse momento vi que queria isso. Não tinha outro jeito”. Aguardo enquanto ela vira a chave com fúria na porta, soltando alguns palavrões. “Essa merda quebrou de novo. Já tive que mandar trocar três vezes essa fechadura”. Pergunto se o preço para trocar é caro. Ela responde: “80 reais, eu não tenho 80 reais”. Peço para tentar consertar a porta. Ela me desanima: “você não vai conseguir”. Eu insisto e sei lá como consigo. A kitnet só tem um cômodo e as paredes são todas escritas. Encontro uma variedade de frases da boa literatura: Caio Fernando Abreu, Paulo Lemisnki, Fernando Pessoa, Charles Bukowski, John Fante. Ela me falou numa certa ocasião: “quando tiver uma casa só minha, quero escrever em cada uma das paredes”. O desejo foi realizado. O formato da letra varia entre minúsculas e maiúsculas, letra de forma e letra corrida. Comento que tem muito a ver com sua personalidade. Dolores é bipolar. Toma diariamente 300 mg de Seroquel (um estabilizador de humor) e tem comprimidos de 2 mg (a dose mais forte) de Rivotril (um ansiolítco ), para os momentos de maior desespero. Além da bipolaridade, sofre de ansiedade, que em alguns dias resolve ir às alturas. A maior dificuldade da sua vida é enfrentar os sintomas dos transtornos (bipolares e de ansiedade): “Numa época ruim eu não acreditava em mais nada além de suicídio”. A solidão pesa. A dificuldade financeira pesa. A frustração com a faculdade pesa. O julgamento dos amigos pesa. Até o próprio fato de depender de medicamentos pesa. Porém, o que pesa mais que tudo isso é a consciência de não ser igual a todo mundo. Caio Fernando já explorou essa questão em um dos seus textos. Ele fez uma excelente metáfora: parece que existe uma roda gigante girando e todo mundo está lá, menos você. Parece que todo mundo tenha uma senha para entrar e continuar rodando, mas você não tem. A humanidade parece lidar bem com esse fato. Todos seguindo o mesmo ritmo, se preocupando com suas carreiras, com a viagem de fim de ano, com comemorações de natal e ano novo. Existindo, numa síntese. A maior preocupação de Dolores é viver. Degustar cada gota de álcool, aproveitar cada segundo de gozo, sentir cada suspiro de amor, enfim, viver intensamente cada momento. “As pessoas se preocupam muito com o amanhã. O amanhã pra mim não existe”. O peso e o prazer da intensidade, característica de sua personalidade, é visível também em cada um dos cantos de seu apartamento. Perto da geladeira, descansam meia dúzia de cascos de cerveja. Em cima de um criado mudo, perto da cama, existe uma vasilha de plástico lotada de bitucas e cinzas de cigarro. Dentro da primeira gaveta de uma cômoda que fica encostada no lado esquerdo (e que suporta a TV), existe uma infinidade de remédios. Parece uma gaveta de farmácia. Vou ao banheiro e até lá me deparo com frases escritas nos gastos azulejos. A escrita continua dando sentido para sua existência. “Às vezes dói escrever, parece que você coloca nos textos toda a verdade. E então você é obrigada a encarar essa verdade. Mas ao mesmo tempo, é um puta alívio. Você descarrega nas palavras tudo aquilo que está preso na garganta.” Desde 2008, ela publica esses engasgos num blog. Ela carrega essa paixão, esse vício, essa necessidade, no corpo e na alma. Tem “palavra” tatuado na nuca. “É tudo que tenho e tudo que quero ser”, ela explica. Em cada pulso, tem duas aspas. Ela me explica, se utilizando da arte de rua paulista como fonte: “Tudo posso entre aspas, li num muro”.No ombro, tem coração, não aqueles corações ridículos desenhados pelas adolescentes. Um coração real, com vísceras pulsando. “Encontrei esse desenho num túnel de São Paulo”. Aproveitando a deixa, pergunto sobre o amor. Dolores namora há mais de um ano uma menina. Mas qual sua concepção sobre o amor? “Entrega total”. Dolores mergulha profundamente em tudo. Para tentar acalmar esse fogo que queima por dentro, ela conta com a ajuda do álcool.”A cerveja me dá uma trégua quando os pensamentos são muitos e os remédios já não funcionam”. Os psiquiatras já tentaram convencê-la a parar de beber. Comento que é absurdo, ela concorda. “Eu gosto do gosto da cerveja. Gosto do ambiente do bar. E nos dias mais difíceis, ele que controla minha ansiedade”. Pergunto sobre os livros. Ela me explica que não anda conseguindo se concentrar para leitura porque a ansiedade está a atacando com todas as forças. “Não consigo pegar um livro e ler. Eu me desespero”. E a escrita? “A escrita sempre flui, e às vezes me faz tão bem quanto a cerveja”. “Mas e o livro, quando vem?”, questiono. “Aí depende de disciplina minha, de dinheiro e um pouco de sorte.” Um tempo depois, ela revela que não vê a hora de ter um livro seu, um livro “palpável”. No momento, está trabalhando com produção de moda – para ajudar sua mãe com as despesas. Já enviou currículos para trabalhar em livrarias e em sebos, mas não obteve respostas. Mas a escrita, não fica abandonada, independente do trabalho. Dolores Del Fuego é seu pseudônimo. A verdadeira pessoa por trás de tudo isso é Ryane Leão. Ela me pede para não desvalorizar Dolores. “Dolores é real porque Ryane é real”. Pergunto: qual seu maior sonho? Ela me responde sem titubear: “ser escritora”. Pois bem, Dolores, mesmo que você não se dê conta, esse sonho você realiza todos os dias, escritora você já é.

Source: http://www.freela.com.br/uploads/128466/qm3f.pdf

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